Projeto de extensão desenvolvido pelos cursos de Música e de Direito da Universidade Federal de Sergipe. Coordenação do Prof. Dr. Christian Alessandro Lisboa (Música) em parceria com a professora doutora do Departamento de Direito Carla Eugenia Caldas Barros e alunos da UFS.
Aquilo que era mulher
Pra não te acordar cedo, saia da cama na ponta do pé
Só te chamava tarde sabia teu gosto, na bandeja café
Chocolate, biscoito, salada de fruta.....suco de mamão
No almoço era filé mignom
Com arroz a lá grega, batata corada um vinho do bom
No jantar era a mesma fartura do almoço
E ainda tinha opção
É mais deu mole ela dispensou você
...Chegou em casa outra vez doidão
...Brigou com a preta sem razão
...Quis comer arroz doce com quiabo
...Botou sal na batida de limão
Deu lavagem ao macaco, banana pro porco, osso pro gato
Sardinha ao cachorro, cachaça pro pato
Entrou no chuveiro de terno e sapato, não queria papo
Foi lá no porão, pegou treisoitão
Deu tiro na mão do próprio irmão
Que quis lhe segurar, eu consegui lhe desarmar
Foi pra rua de novo, entrou no velório pulando a janela
Xingou o defunto, apagou a vela
Cantou a viúva mulher de favela, deu um beijo nela
O bicho pegou a polícia chegou
Um coro levou em cana entrou
E ela não te quer mais, bem feito
A Universidade Federal de Sergipe, por meio da Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários (PROEX) realizará no período de 27 a 30 de setembro a VIII Semana de Extensão, com o tema "Extensão universitária: desafios e possibilidades no contexto da educação superior".
A abertura da VIII SEMEX será no dia 27 de setembro às 19 horas, no auditório da reitoria, ocasião em que será lançada a revista de extensão.
Para saber da programação completa do evento acesse aqui.
Maiores informações pelo telefone: 2105 6418
Profa. Maria da Conceição Almeida Vasconcelos
PROEX/UFS
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Universidade Federal de Sergipe
Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários
Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Extensão - PIBIX
Tel.: PIBIX (79) 2105-6419
Foi sem mais nem menos
Que um dia selei a 125 azul
Foi sem mais nem menos
Que me deu para arrancar sem destino nenhum
Foi sem graça nem pensando na desgraça
Que eu entrei pelo calor
Sem pendura que a vida já me foi dura
P´ra insistir na companhia
O tempo não me diz nada
Nem o homem da portagem na entrada da auto-estrada
A ponte ficou deserta nem sei mesmo se Lisboa
Não partiu para parte incerta
Viva o espaço que me fica pela frente e não me deixa recuar
Sem paredes, sem ter portas nem janelas
Nem muros para derrubar
Talvez um dia me encontre
Assim talvez me encontre
Curiosamente dou por mim pensando onde isto me vai levar
De uma forma ou outra há-de haver uma hora para a vontade de parar
Só que à frente o bailado do calor vai-me arrastando para o vazio
E com o ar na cara, vou sentindo desafios que nunca ninguém sentiu
Talvez um dia me encontre
Assim talvez me encontre
Entre as dúvidas do que sou e onde quero chegar
Um ponto preto quebra-me a solidão do olhar
Será que existe em mim um passaporte para sonhar
E a fúria de viver é mesmo fúria de acabar
Foi sem mais nem menos
Que um dia selou a 125 azul
Foi sem mais nem menos
Que partiu sem destino nenhum
Foi com esperança sem ligar muita importância àquilo que a vida quer
Foi com força acabar por se encontrar naquilo que ninguém quer
Mas Deus leva os que ama
Só Deus tem os que mais ama
José Carlos Filho Puca:“Realmente, serviço obrigatório não combina com Direitos Humanos. Assim como também não se combina cidadania com obrigação de voto.”
Manuel David Masseno”EstimadoJosé Carlos Filho Puca, quanto ao voto, considero que deveria ser um ónus e não um dever, isto é, apenas quem trabalha para ou recebe prestações diretas dos poderes públicos, nomeadamente subsídios, ficaria sujeito a tal regra, enquanto contrapartida cívica mínima.”
José Carlos Filho Puca:”PrezadoManuel David Masseno, eu vejo na obrigação dois grandes problemas: a compra de votos e o voto sem qualquer convicção (ou de deboche). A obrigação sempre é um fardo que não se deveria incutir em cidadãos.”
Alexandre Melo Franco Bahia:“AmigosManuel David MassenoeJosé Carlos Filho Puca: este é um debate longo.... o pessoal da Ciência Política, principalmente os comunitaristas, vão dizer que o voto é civicamente pedagógico... cá entre nós, sempre fui crítico disso: voto é direito, não dever!!!! Não se obriga ninguém a ser cidadão.”
José Carlos Filho Puca:”Alexandre Melo Franco Bahia, concordo integralmente. O que se pode considerar civilmente pedagógico, quando temos, ainda, os verdadeiros currais eleitorais? E, quanto ao que você afirma: sem dúvida, cidadania se constrói com direitos e não com deveres. Sem dúvida, em determinados momentos, o dever é condição do exercício, até mesmo para terceiros, mas jamais por imposição para um serviço militar e um voto que poderia ser consciente e deixar de ser por um saco de cimento.Aonde está a pedagogia na compra de votos e nos currais?”
Alexandre Melo Franco Bahia:”E voto obrigatório para as pessoas mostrarem sua insatisfação votando no Tiririca...Verdade seja dita: o ACM era tudo menos falso; ele dizia que era contra o voto facultativo porque daí só "petista" iria sair de casa para votar.”
Manuel David Masseno:”Estive lendo as vossas considerações e me ocorreu a questão do dever fundamental de pagar impostos, para citar a Tese do Prof. José Casalta Nabais..”
José Carlos Filho Puca:”Manuel David Masseno, já li sobre este Direito Fundamental, que, até poderia ser considerado como tal, se houvesse a devida contraprestação pelo Estado.E, não há. Assim, teria eu o Direito Fundamental de opor-me aos tributos.”
Com fios feitos de lágrimas passadas
Os meninos de Huambo fazem alegria
Constroem sonhos com os mais velhos de mãos dadas
E no céu descobrem estrelas de magia
Com os lábios de dizer nova poesia
Soletram as estrelas como letras
E vão juntando no céu como pedrinhas
Estrelas letras para fazer novas palavras
Os meninos à volta da fogueira
Vão aprender coisas de sonho e de verdade
Vão aprender como se ganha uma bandeira
Vão saber o que custou a liberdade
Com os sorrisos mais lindos do planalto
Fazem continhas engraçadas de somar
Somam beijos com flores e com suor
E subtraem manhã cedo por luar
Dividem a chuva miudinha pelo milho
Multiplicam o vento pelo mar
Soltam ao céu as estrelas já escritas
Constelações que brilham sempre sem parar
Os meninos à volta da fogueira
Vão aprender coisas de sonho e de verdade
Vão aprender como se ganha uma bandeira
Vão saber o que custou a liberdade
Palavras sempre novas, sempre novas
Palavras deste tempo sempre novo
Porque os meninos inventaram coisas novas
E até já dizem que as estrelas são do povo
Assim contentes à voltinha da fogueira
Juntam palavras deste tempo sempre novo
Porque os meninos inventaram coisas novas
E até já dizem que as estrelas são do povo
Manuel David Masseno lembra que estão presentes na canção oDireitos da Criança, Direito à Educação, Direito à Auto-determinação e à Independência. Além dos símbolos Nacionais.
Nunca vi fazer tanta exigência
Nem fazer o que você me faz
Você não sabe o que é consciência
Nem vê que eu sou um pobre rapaz
Você só pensa em luxo e riqueza
Tudo que você vê você quer
Ai, meu Deus, que saudade da Amélia
Aquilo sim é que era mulher
Às vezes passava fome ao meu lado
E achava bonito não ter o que comer
E quando me via contrariado
Dizia: Meu filho, que se há de fazer
Amélia não tinha a menor vaidade
Amélia é que era mulher de verdade
Amélia não tinha a menor vaidade
Amélia é que era mulher de verdade
Às vezes passava fome ao meu lado
E achava bonito não ter o que comer
E quando me via contrariado
Dizia: Meu filho, que se há de fazer
Amélia não tinha a menor vaidade
Amélia é que era mulher de verdade
Amélia não tinha a menor vaidade
Amélia é que era mulher de verdade
Na discussão sobre a canção surgem os seguintes comentários:
“Amélia passou a ser apontada, injustamente, como símbolo de submissão feminina. Mas a frase é: "às vezes passava fome AO MEU LADO". Ora, onde está escrito que somente os ricos podem amar?
Bom, a música é anterior à Constituição de 88. Ataulfo e Mário Lago fizeram um clássico em que o amor é superior às privações. Agora, pergunta que não quer calar: por que eles não continuaram juntos?”
“CF, Art. 7º - São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social:
IV - salário mínimo, fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer fim.”
E continua:
“"Às vezes passava fome ao meu lado e achava bonito não ter o que comer" - agora sim!”
Olha pro céu meu amor
Veja como ele está lindo
Olha pra'quele balão multicor
Que lá no céu vai sumindo
Foi numa noite
Igual a esta
Que tu me deste
O teu coração
O céu estava
Todinho em festa
Pois era noite de São João
Havia balões no ar
Xote e baião no salão
E no terreiro o seu olhar
Que incendiou meu coração
Composição : Gilberto Gil / Targinho Gondim / Manuca Almeida | Raimundinho do Acordeon
Ainda me lembro do seu caminhar
Seu jeito de olhar, eu me lembro bem
Fico querendo sentir o seu cheiro
É daquele jeito que ela tem
O tempo todo eu fico feito tonto
Sempre procurando, mas ela não vem
E esse aperto no fundo do peito
Desses que o sujeito não pode aguentar, ah
E esse aperto aumenta meu desejo
Eu não vejo a hora de poder lhe falar
Por isso eu vou na casa dela, ai, ai
Falar do meu amor pra ela, vai
Tá me esperando na janela, ai, ai
Não sei se vou me segurar
Ainda me lembro do seu caminhar
Seu jeito de olhar, eu me lembro bem
Fico querendo sentir o seu cheiro
É daquele jeito que ela tem
O tempo todo eu fico feito tonto
Sempre procurando, mas ela não vem
E esse aperto no fundo do peito
Desses que o sujeito não pode aguentar, ah
E esse aperto aumenta meu desejo
Eu não vejo a hora de poder lhe falar
Por isso eu vou na casa dela, ai, ai
Falar do meu amor pra ela, vai
Tá me esperando na janela, ai, ai
Não sei se vou me segurar